Álcool, tabaco, crack E cocaína: o preconceito contra a reabilitação

20 de fevereiro de 2022 por biolag

Hoje, no Dia Nacional de Combate às Drogas e Alcoolismo (20/02), reforçamos a importância da conscientização e do combate ao uso de drogas. Estas, que vêm lamentavelmente tirando a vida de diversos cidadãos, independentemente da classe social ou faixa etária, repercutindo num transtorno na saúde pública que merece atenção.

Considerado como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a dependência de drogas lícitas ou ilícitas torna-se crônica, uma vez que o usuário passa a ser tolerante à intoxicação, apresentando posteriormente sinais de abstinência ao não uso da mesma.

Felizmente, com a divulgação crescente de campanhas de conscientização, diversas pessoas optam pela recuperação e tratamento do vício, possibilitando um novo rumo à sua qualidade de vida.

Para conhecer melhor esse processo de reabilitação, entrevistamos Raquel Rodrigues Albuquerque, presidente da Associação Reviver, uma instituição campo-larguense que trata dependentes químicos, realizando triagem e encaminhamento para comunidade terapêutica.

Raquel diz que um de seus maiores desafios é a dificuldade da sociedade ao entender que a dependência química (incluindo o alcoolismo) é uma doença que até o presente momento não tem cura. Ela reforça que para a reabilitação ser eficiente, é necessário que o dependente queira se tratar para permanecer sóbrio. Além de que, o apoio dos familiares e uma boa rede de incentivo são essenciais para que a pessoa se sinta acolhida e amparada para progredir no tratamento. Apesar disso, a discriminação e o preconceito dificultam o trabalho da instituição. Raquel diz que o que mais gostaria é que as famílias passassem a prestar mais atenção em seus filhos. Estes, que por diversas vezes são reprimidos, ao invés de auxiliados.

“Estou muito preocupada com as mortes de nossos jovens em nossa cidade, que vem aumentando muito. ”

O álcool e o tabaco não ficam para trás. Como fator agravante da mortalidade durante a pandemia da COVID-19, as drogas lícitas também merecem atenção, sendo necessário que o dependente químico tenha consciência dos danos a longo prazo destas substâncias em seu organismo, e recorra à ajuda profissional.

RAQUEL E A ASSOCIAÇÃO REVIVER

Raquel é Técnica em Comunidade Terapêutica e em Dependência Química, seu trabalho é atender os dependentes químicos e seus familiares, encaminhando eles (elas) para tratamento em comunidade terapêutica do seu conhecimento.

Tudo começou em 1992, quando Raquel descobriu que um dos seus filhos estava fazendo uso de drogas. Como não tinha conhecimento da doença, ela foi para Curitiba em busca de tratamento para seu filho.

Desde então, seu interesse em ajudar pessoas nesta situação “não parou mais”. Hoje seu filho está bem, deixando claro que ela, como também familiar de dependente químico, vive um dia de cada vez.

A Presidente ressalta a dificuldade que a instituição enfrenta de ajuda em geral. “Somos uma ONG e precisamos da ajuda da sociedade”, diz ela.

A Associação Reviver entrevista os dependentes químicos e interna eles em Camboriú, Curitiba, Ponto Grossa e na Lapa.

 “Hoje minha maior preocupação é que vem aumentando muito o uso de drogas lícitas e ilícitas e infelizmente em nossa cidade não temos comunidade terapêutica para homens e mulheres. ”

A Associação Reviver conta com reuniões de autoajuda com metodologia própria chamada Amor Pela Vida. O evento acontece presencialmente todas as segundas feiras das 19h às 22h e online nas terças-feiras das 20h às 22h e sábados das 9h às 11h.


Nota de Raquel Rodrigues Albuquerque:

“Se o álcool e as drogas estiverem em seu lar, procure a Associação Reviver que está pronta para ajudá-los, trabalhamos de segunda à quinta-feira das 9h às 17h.”

Associação Reviver – endereço: Rua Quintino Bocaiúva, nº 389, Vila Bancária – Campo Largo/ PR.

Fontes:

TELES SAÚDE. Dia Nacional de Combate ao uso de Drogas e Alcoolismo, 2022.

UNODC. Relatório Mundial sobre Drogas 2021 avalia que pandemia potencializou riscos de dependência, 2022.

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